Na capa da revista Fórum, edição do mês de julho do corrente ano, está Aziz Nacib Ab'Saber, considerado o maior geógrafo do Brasil. A revista, além de outras reportagens interessantes, traz uma entrevista com o professor e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, Aziz Ab´Saber, de 83 anos e com uma vitalidade invejável. A entrevista aborda principalmente o aquecimento global e o relatório divulgado recentemente pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas(IPCC). O professor Aziz, um dos maiores estudiosos de sua área, critica veementemente o relatório do IPCC, o qual, entre outras conclusões, afirma que a Amazônia sofreria um processo de savanização e que o mar avançaria até 1cm por ano - o que, na visão de Aziz, soa como"estupidez". O professor Aziz se refere da seguinte maneira aos cientistas do IPCC: "Não sabem nada, são pessoas da Física, engenheiros e outros. Não dá pra confiar neles. " Com esta áspera frase, o professor Aziz inicia suas críticas ao relatório do IPCC. O professor Aziz confronta as conclusões do IPCC baseado em seus estudos sobre a dinâmica climática, principalmente no que tange às correntes marítimas. Aziz afirma que, com o aumento da temperatura, há mais evaporação nos oceanos, aumentando a "potência" das correntes marítimas, levando mais umidade para a Amazônia e, por conseqüência disto, mais chuvas à região amazônica, provocando, em vez de uma savanização - evento preconizado por diversos cientistas -, um aumento na área florestal da Amazônia. O professor Aziz também critica o alarde que as conclusões do IPCC provocaram: "Alarmaram a população", "O perigo que criaram para as pessoas é muito grande", sentencia Aziz. Ele baseia-se no fato de que"as correntes quentes que estiveram a Leste do Brasil há 11 mil anos favoreceram o ambiente da tropicalidade". É preciso dizer que Aziz concorda que está havendo aquecimento global. Ele discorda, na verdade, é da maneira como que o assunto está sendo abordado, pois na sua visão não estão sendo levados em conta dois fatores importantes: a periodicidade climática (eventos como El niño e La niña) e a temporização (época eduração dos eventos). Enfim, levando em conta todos estes fatos, este futuro geógrafo aqui deixa uma pergunta em questão: Não há um terrorismo climático no ar?
LEONARDO LEMES
colunista






4 comentários:
Primeiramente olá, concordo plenamente com a opinião do colunista Leonardo, temos sim uma espécie de terrorismo soando a respeito do tema "Aquecimento Global", alarmes não tão verdadeiros sendo lançados à população, fatos não comprovados, dentre outros absurdos que se houve falar poraí. temos sim que nos preocupar, mas sem pânico, certo ?
Um Abraço;
Cristiane.
Parabéns, Leonardo, pela reportagem. Vemos que podemos ter opiniões diferentes e que as mesmas são compartilhadas por nomes importantes da Geografia. O que não podemos é aceitar, goela abaixo, o mesmo discurso vazio e sem provas dos discípulos do apocalipse.
Grande abraço!
Sydney Sabedot
Acredito que está havendo um terrorismo climático!E o que gera este terrorismo, é a questão analí-ca do aquecimento global e de problemas ambientais. No entanto, há três enfoques na leitura desses fênomenos: o 1º é o enfoque Técnico
,que apresenta-se dividido pela questão (antrópica), como bem mostrou o debate. O 2º é o enfoque Moral/Ético que aborda o individua-lismo como superação desse de problemas ambientais:("cada um tem que fazer sua parte"). O 3ºenfoque é o Político/Econômico: que aí mostra muitos discusos por legitimação de interesses.
Portanto, vejo muitos enfoques analíticos diante ao aquecimento global e problemas ambientais, o que acaba gerando uma "cortina de fumaça" sobre o real fato, tendo como consequência: um terrorismo climático ,e Ong'$ faturando cada vez mais.
Leonardo:
em primeiro lugar, parabenizo o blog do CAGEA. Fico realmente muito contente em perceber o sucesso do mesmo...
Bem, com relação ao assunto, concordo com a postura do Leonardo Gomes. Acho que ele conseguiu sintetizar bem a questão. Assim, continuo com meu ponto de vista: se realmente existir alguma possibilidade do homem ser o vilão da história, porque não tentamos repensar o problema na busca de soluções para minorar o impacto causado pelo nosso consumismo?
Postar um comentário